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Inovação é dinheiro NOVO.

 

Em tempos em que diversas empresas fecham suas portas e que aquelas que ainda não foram atingidas pela CRISE, certamente serão fechadas.

Tempos que os custos fixos não recuaram proporcionalmente ao impacto no faturamento e é necessário apoio e prazo para se recuperar.

Venho trazer as boas novas de que: CRISES sempre revelam novos comportamentos ou comportamentos que em tempos normais não seríamos capazes de perceber. Por exemplo:

A primeira delas é o fortalecimento dos canais digitais como ferramenta indispensável para comércio e serviços, e sua crescente integração aos estabelecimentos físicos. O e-commerce responde por apenas 4,5% do varejo brasileiro, o que revela um enorme potencial de crescimento. A partir daí, destacamos que quem estiver totalmente fora do online, estará fora do ecossistema de negócios.

Perguntava para o meu cabeleireiro esses dias: “Como você está se virando com as contas?” Ao que ele respondeu: “Tenho um pouco de reserva, mas as duas semanas com meu estabelecimento fechado, trouxeram alguns impactos”. Então lhe preguntei: “Você já pensou em colocar esses produtos que você vende aqui no seu salão, para vender na internet?”, (obs: ele vende pomadas, cremes de barba, shampoos e produtos para outros salões de beleza). Ele então respondeu: “Não adianta, os salões estão fechados e também não comprariam. Então perguntei: “Mas não seria uma outra alternativa de receita para o seu negócio, além de depender apenas do corte de cabelo?”

Ele ficou pensativo...

É claro que o relacionamento direto com o consumidor continuará sendo fundamental, mas diante do cenário atual, a decisão de ir fisicamente aos lugares passa pelo mundo online e o seu negócio deve explorar isso.

Veja a transformação digital como uma oportunidade para o seu negócio pós-crise.

A segunda das mudanças é que o home-office. A prática de trabalhar em casa é um exemplo de mudança, que foi forçada pela pandemia, mas que pode ter vindo para ficar e aquelas empresas que temiam não ter como aferir a produtividade de seus funcionários nessa modalidade, tiveram que reconhecer que é possível.

Até mesmo as empresas mais digitais e inovadoras tinham uma certa resistência quanto a esse estilo de trabalho, e aos colaboradores que estão neste regime, tem uma belíssima oportunidade para mostrar que é possível sim garantir a produtividade sem se deslocar do ponto A até o ponto B e emitir quilos de carbonos na atmosfera.

Mas por que a inovação seria dinheiro novo?

A respeito da crise atual e das duas mudanças de comportamento apontadas acima, penso que o momento atual é feito para reinventarmos nossos negócios. Uma boa maneira de fazer isso é olhar para seu CANVAS do modelo de negócio, atentar-se para seus recursos-chave e atividades-chave e questionar: e se...

E se pudesse ensinar, atender ou ajudar meus clientes por meio de uma vídeo-chamada ou canais digitais? talvez a telemedicina veio para ficar diante deste cenário...

E se ajudasse os modelos de negócios tradicionais a atenderem seus clientes de uma forma melhor, aproximando pelos canais digitais, clientes e empresas, mantendo o follow-up da entrega? Talvez as entregas de supermercados ou da farmácia com um atendente virtual, possibilitariam novas experiências...

E se olhasse para aquilo que fazemos atualmente e pensássemos em dar atendimento remoto por um valor fixo mensal de baixo custo, mas que mantenha o caixa oxigenado?

Enfim, as perguntas e se... são poderosas para desenhar um novo modelo de atuação.

Vejamos aqui, alguns exemplos de empresas que inovaram e trouxeram dinheiro novo para seu caixa:

O Amazon Web Services surgiu sobre a infraestrutura existente da Amazon (recursos-chave) oferecendo capacidade de servidor e espaço de armazenamento para outras empresas

A NuBank surgiu a partir de um novo olhar para as necessidades dos clientes, facilitando o acesso, aumentando a conveniência e desburocratizando o processo de abertura de conta bancária;

A Xerox que já tinha um modelo de negócios estabelecidos e quando em 1958 inventou uma das primeiras copiadoras de papel, mas o preço era muito alto para o mercado, desenvolveu então um novo modelo: arrendava as máquinas por um valor irrisório mensal, incluindo 2 mil cópias gratuitas e 5 centavos por cópia adicional.

A Zopa, startup britânica que já em 2005, lançou a primeira plataforma de empréstimo ponto a ponto na internet, possibilitando que pessoas físicas pudessem emprestar dinheiro uns aos outros ao invés de pegar empréstimos bancários.

Enfim, tempos de crises geram oportunidades e lacunas que podem ser supridas. Pensar em práticas que questionam o modelo de negócios atual é saudável para manter os negócios em ascensão. E aí, durante ou depois da crise, qual o dinheiro novo vem novo para o seu negócio?

Carlos Schulze

Regna Ventures
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